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Debaixo Da Língua

Debaixo Da Língua

A viúva de Fiona Barton

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Sinopse

A Mulher - A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O Marido - Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam.  Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A Viúva - Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história. Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe.

 

Opinião dela:

A história ronda o desaparecimento de uma criança e de toda a investigação conduzida para apanhar o responsável. Num mundo onde ninguém demonstra a verdadeira pessoa que é, as mentiras são muitas e as desconfianças ainda maiores.

A autora enrola a história, mas desde cedo que entendi qual seria o final. É previsível e nada surpreendente, sendo até confuso devido à divagação das personagens entre a descrição do presente e as memórias vividas no passado. É necessário ler com atenção devido a toda essa mistura de tempos assim como das datas ao mudar os capítulos.

Relativamente às personagens considero a viúva um pouco insossa, o polícia demasiado obcecado e as restantes personagens um pouco irrelevantes.

Apesar de mais para o final do livro dar-se a ocorrência da única meia surpresa, para mim não foi um livro prazeroso de ler, tendo mesmo demorado a terminar, já que não tinha incentivo para chegar rapidamente ao fim.

-J-

 

Opinião dele:

 

A sinopse despertou-me imenso interesse, eu sabia que tinha de ler este livro. Depois de muito o desejar, acabei por lê-lo. A história é contada, principalmente, por três personagens: o detetive, um homem bastante trabalhador e que não descansa enquanto não resolver o caso; a jornalista, uma mulher que faz de tudo para ter uma boa edição para o seu jornal; e finalmente, a viúva, uma mulher amorosa, trabalhadora, dona de casa, uma esposa perfeita.

A autora decidiu construir o enredo com saltos temporais entre o presente e o passado, no entanto, penso, que os saltos temporais não são bem evidentes e por vezes confunde o leitor. Cheguei a dar por mim a pensar em que data estava porque, mesmo com a data saliente em cada inicio de capítulo, dentro desse mesmo capítulo a história vai recuando ou progredindo sem haver qualquer tipo de evidência temporal. Outro enorme senão é o excesso de descrições, por vezes nem encaixam no enredo principal.

Durante a leitura não construí nenhuma empatia por nenhum personagem, achei a Jean uma mulher bastante limitada e influenciável. A história levou um rumo que me desinteressou, dando por mim a ler aos trambolhões para acabar com o livro. O final, que direi do final, PREVISÍVEL.

A Viúva não correspondeu, de todo, as minhas expectativas.

Será que Jean Taylor é apenas um fantoche?

-L-