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Debaixo Da Língua

Debaixo Da Língua

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A rainha Vermelha de Victoria Aveyard

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Sinopse

O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados. Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate – uma rebelião dos Vermelhos – mesmo que o seu coração dite um rumo diferente. A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?

 

Opinião dela:

Opinião geral? Gostei muito do livro! Ao ínicio é um pouco confuso, até porque é dada muita informação sobre os diferentes tipos de prateados existentes, mas quando comecei realmente a acompanhar a história... bem fiquei realmente envolvida!

Todo o ambiente criado recorda-me um pouco o livro "Jogos de Fome" da autora Suzanne Collins, uma vez que há completa distinção entre dois tipos de classe: a alta - prateados- e a baixa - vermelhos. Estas distinção deve-se à diferença na cor de sangue e nas capacidades que as classes apresentam, uma vez que os prateados são dotados de diversos tipos de poderes que os tornam quase deuses aos olhos dos vermelhos.

Mare Barrow é a protagonista desta saga e pertence ao povo, contudo, tal como é dado a entender na sinopse, a sua vida vai dar uma volta de 180º, o que a vai levar mesmo para o centro daqueles que mais odeia. Agora compete-lhe ser uma princesa em todos os aspetos e suportar todas as mentiras em que se encontra envolvida.

Eu acompanhei esta história sentindo a frustração e ódio de Mare, assim como as emoções de outras personagens. Foi uma leitura fácil depois de começar a ganhar ritmo, a minha curiosidade levava a melhor, contudo ao mesmo tempo não queria chegar ao fim do livro. Quando finalmente cheguei ao final o meu coração despedaçou-se com a grande reviravolta que houve, nem queria acreditar que a história estava a levar realmente aquele sentido, e confesso que me senti enganada tal como Mare. Atenção que quando digo que fiquei despedaçada não foi devido a um mau final, pelo contrário, a volta que a autora deu à história só faz com que deseje mais proseguir para o segundo volume!

Relativamente a esse aspeto, em Portugal ainda só existe este volume (sendo que há quatro no total), porém está previsto que o 2º volume saia já dia 20 de Outubro! Por isso, para quem gosta deste género de livros, recomendo a sua leitura, uma vez que daqui a nada podem prosseguir com a história!

-J-

 

 

 

Estou a ver-te de Clare Mackintosh

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Sinopse

Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com). Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo.

 

Opinião dela:

 

A maior parte de nós vive numa rotina diária, saindo e entrando em casa sempre às mesmas horas, apanhando sempre o mesmo transporte, escolhendo sempre os mesmos locais para sentar, passear ou almoçar. Porém toda essa rotina torna-nos previsíveis e leva-nos a ser um alvo fácil para quem nos vigia.

Neste volume, Clare Mackintosh dá vida a uma história onde a personagem principal apresenta exatamente estas características, até que a mesma se apercebe que a sua vida corre perigo e tem de efetuar algumas mudanças no seu dia-a-dia. Num constante rodopio de emoções vemos a vida de Zoe a mudar completamente, tal como a sua confiança nas pessoas que a rodeiam, tornando-se paranoica e aumentando a sua desconfiança conforme os dias passam. 

É um livro que nos leva a um misto de emoções e que nos leva a pensar nas nossas próprias escolhas e em como é tão fácil um dia encontrarmos-nos na mesma posição de Zoe. Gostei mais do que achei que ia gostar e posso admitir que estava enganada quanto à personagem culpada por toda a perseguição referente no livro, mas não andei longe!

Recomendo e aviso já, as últimas duas páginas são um verdadeiro choque!

-J-

 

Opinião dele

 

Arrepiante! Mal li a sinopse do livro sabia que tinha de o ler imediatamente, toda a premissa transpirava sucesso.

Este livro conta-nos a história de Zoe Walker, uma mulher comum como tantas outras, com uma rotina monótona. Zoe é uma mulher lutadora, trabalhadora e apaixonada, A vida de Zoe muda quando encontra a sua fotografia num anúncio de jornal, associado a teor sexual.

A história é contada por duas personagens, Zoe e pela polícia Kelly. Kelly é uma polícia brilhante, no entanto tem um passado que não consegue esquecer, este passado atormenta-a ao longo de toda a narrativa.

Ao início a história é um pouco lenta e demorosa, mas, com o passar do tempo o ritmo vai ser cada vez mais intenso e empolgante, chegando a um clímax inesperado.

O final do livro é soberbo e imprevisível, o que nos deixa a pensar em toda a história e em como o comportamento da personagem nunca deu a entender algo de errado.

Durante a leitura dei por mim a pensar em como o nosso dia a dia pode ser previsível, e que em locais públicos estamos muito isolados, porque cada pessoa está empregada e dedicada ao seu mundo. São assustadoras e perturbadoras as passagens a itálico, por vezes deixou-me com os nervos à flor da pele.

Clare Mackintosh brindou-nos com um livro fantástico e com uma história incrível. Gostei muito do livro.

Será que a nossa rotina nos pode matar?

-L-

A viúva de Fiona Barton

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Sinopse

A Mulher - A existência de Jean Taylor era de uma banalidade abençoada. Uma boa casa, um bom marido. Glen era tudo o que sempre desejara na vida: o seu Príncipe Encantado. Até que tudo mudou.

O Marido - Os jornais inventaram um novo nome para Glen: monstro, era o que gritavam e lhe chamavam.  Jean estava casada com um homem acusado de algo impossível de imaginar. E à medida que os anos foram passando sem qualquer sinal da menina que alegadamente raptara, a vida de ambos foi sendo escrutinada nas primeiras páginas dos jornais.

A Viúva - Agora, Glen está morto e pela primeira vez Jean está só, livre para contar a sua versão da história. Jean Taylor prepara-se para nos contar o que sabe.

 

Opinião dela:

A história ronda o desaparecimento de uma criança e de toda a investigação conduzida para apanhar o responsável. Num mundo onde ninguém demonstra a verdadeira pessoa que é, as mentiras são muitas e as desconfianças ainda maiores.

A autora enrola a história, mas desde cedo que entendi qual seria o final. É previsível e nada surpreendente, sendo até confuso devido à divagação das personagens entre a descrição do presente e as memórias vividas no passado. É necessário ler com atenção devido a toda essa mistura de tempos assim como das datas ao mudar os capítulos.

Relativamente às personagens considero a viúva um pouco insossa, o polícia demasiado obcecado e as restantes personagens um pouco irrelevantes.

Apesar de mais para o final do livro dar-se a ocorrência da única meia surpresa, para mim não foi um livro prazeroso de ler, tendo mesmo demorado a terminar, já que não tinha incentivo para chegar rapidamente ao fim.

-J-

 

Opinião dele:

 

A sinopse despertou-me imenso interesse, eu sabia que tinha de ler este livro. Depois de muito o desejar, acabei por lê-lo. A história é contada, principalmente, por três personagens: o detetive, um homem bastante trabalhador e que não descansa enquanto não resolver o caso; a jornalista, uma mulher que faz de tudo para ter uma boa edição para o seu jornal; e finalmente, a viúva, uma mulher amorosa, trabalhadora, dona de casa, uma esposa perfeita.

A autora decidiu construir o enredo com saltos temporais entre o presente e o passado, no entanto, penso, que os saltos temporais não são bem evidentes e por vezes confunde o leitor. Cheguei a dar por mim a pensar em que data estava porque, mesmo com a data saliente em cada inicio de capítulo, dentro desse mesmo capítulo a história vai recuando ou progredindo sem haver qualquer tipo de evidência temporal. Outro enorme senão é o excesso de descrições, por vezes nem encaixam no enredo principal.

Durante a leitura não construí nenhuma empatia por nenhum personagem, achei a Jean uma mulher bastante limitada e influenciável. A história levou um rumo que me desinteressou, dando por mim a ler aos trambolhões para acabar com o livro. O final, que direi do final, PREVISÍVEL.

A Viúva não correspondeu, de todo, as minhas expectativas.

Será que Jean Taylor é apenas um fantoche?

-L-

The Call de Peadar O'Guilin

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Sinopse

Três minutos. Uma trombeta soa à distância. Foste Chamado. Agora, à tua volta, só vês cinzento. Este novo mundo não tem cor e sabes que vais começar uma corrida contra o tempo. Tens apenas três minutos para te agarrares à vida.

Dois minutos Os Sídhe estão cada vez mais perto. Consegues ouvir as vozes deles, as gargalhadas sedentas de sangue e o som dos seus passos. Achas que estás preparado. Sabes tudo sobre eles. Sabes exatamente o que fazem aos jovens como tu, quando os conseguem apanhar. São tão belos como terríveis, tão simpáticos como cruéis. Já te viram. Resta-te fugir.

Um minuto. Se não correres, se não te esconderes, podes desaparecer a qualquer minuto e ficar, para sempre, nesta terra de horrores. A caçada já começou e tu és a presa. Conseguirás sobreviver?

 

Opinião dela:

 

Como descrever este livro? A primeira palavra que me vem à cabeça é ESTRANHO.

O autor baseou-se nas histórias tradicionais irlandesas para dar vida às personagens, o que só me leva a pensar que o folclore irlandês é assustador ou então o autor tem uma imaginação um pouco tenebrosa.

As informações necessárias para se entender os motivos de o mundo ser como é e de haver o acontecimento referido como "o chamado" demoram a chegar até ao leitor, o que me deixou muito confusa. Não criei ligação com nenhuma personagem nem com a própria história em si, não partilhei sensações nem me senti surpreendida, por outro lado, até achei toda a história previsível.

O livro é comparado aos "Jogos de Fome" e ao "Divergente", contudo a maior semelhança que posso referir é a história ocorrer num mundo completamente diferente do atual, onde a humanidade se encontra nos limites da extinção. Não considero que seja igual em mais nenhum aspeto, uma vez que a história do "The Call" é demasiado simplista para ser comparada aos "Jogos de Fome".

Quando li a sinopse fiquei empolgada já que me pareceu um livro muito entusiasmante, situação que não acabou por acontecer após a leitura. Concluindo não considero que seja um livro que se deva ir a correr comprar, uma vez que a história não é tão surpreendente como me levou a crer que era.

-J-

 

 

 

 

 

O segredo do meu marido de Liane Moriarty

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Sinopse

 

A carta do marido dizia:“Para ler apenas após a minha morte.” Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou. A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível. Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver… 

 

Opinião dele:

 

Sou fã de romances, pois adoro desfrutar de um bom drama. Nunca tinha lido nenhuma obra de Liane Moriarty, nem nunca me recomendaram, no entanto a sinopse deste livro despertou-me a curiosidade e acabei por compra-lo.

A escrita da autora não é fácil, nas primeiras páginas ela enche-nos com um tsunami de caracterizações e as mudanças temporais são pouco perspetiveis, o que me deixou um pouco desconfortável ao longo da leitora. Mas, esta enorme quantidade de descrições só acontece nas primeiras páginas, ao longo do livro a leitura torna-se mais fluida.

Este livro é narrado por três mulheres: Cecília, Tess e Rachel.

Cecília é uma revendedora da Tupperware, dedicada à família e a toda a atividade social da cidade, é a perfeita dona de casa. No entanto, a descoberta da carta do marido transporta-a para uma vida nunca antes imaginada.

Tess, mulher moderna, dedicada à empresa que fundou juntamente com o marido e a prima. A sua vida dá uma volta de 180 graus quando o marido lhe pede o divórcio.

Rachel vive a sua vida agarrada à morte trágica da sua filha, não consegue viver sem ser à sombra do passado.

Três mulheres com grandes histórias, que que um dia a vida delas se cruza e ai tudo vai mudar.

No desenrolar da história torci sempre por Cecília, das três acho-a a mais forte e lutadora, gostei imenso do desenvolvimento da sua personagem. O segredo do seu marido é revelado nas primeiras páginas, é uma constatação basta bastante surpreendente, a partir desse momento deparamos-nos com a enorme força interior de Cecília.

Adorei o livro e todo o seu desenvolvimento, a autora está de parabéns. Para quem gosta de um bom drama é o livro perfeito para nos fazer companhia.

Cecília conseguirá manter o segredo de família?